Com mais de 1,8 milhão de candidatos no Sisu 2026 e aluguéis em alta, período de aprovações coloca localização, custo, segurança e estrutura no centro da escolha de quem precisa mudar de cidade
A divulgação de resultados de vestibulares e processos seletivos para o ensino superior desencadeia todos os anos uma corrida que vai além da disputa por uma vaga na universidade. Para quem é aprovado longe de casa, começa também a busca por onde morar. Conhecido no mercado de moradia estudantil como “salmon run”, o movimento concentra, em um curto intervalo, estudantes e famílias procurando apartamentos, studios, repúblicas e residências próximas às instituições de ensino.
O tamanho desse fluxo potencial pode ser observado nos processos de ingresso. O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) de 2026 recebeu mais de 1,8 milhão de candidatos para mais de 274 mil vagas em cerca de 7,3 mil cursos, distribuídos por 587 municípios brasileiros, segundo dados do Governo Federal. Ao fim da chamada regular, 271,7 mil candidatos haviam sido aprovados.
Embora o Sisu não represente sozinho todo o universo dos vestibulares brasileiros e não haja uma estatística nacional que indique quantos aprovados precisam mudar de cidade, os números ajudam a dimensionar a movimentação provocada pelo ingresso no ensino superior. O Brasil registrou 10,2 milhões de matrículas em cursos de graduação em 2024, último dado consolidado pelo Censo da Educação Superior do Inep, alta de 2,5% em relação ao ano anterior.
Mercado de locação ganha relevância durante o calendário de aprovações
Para estudantes que precisam deixar a cidade de origem, a aprovação na universidade dá início também a uma nova etapa de decisões. A escolha da moradia passa a fazer parte desse processo em um mercado de locação bastante movimentado: o Índice FipeZAP de Locação Residencial registrou variação de 9,44% nos preços anunciados dos aluguéis em 2025, enquanto o preço médio anunciado chegou a R$ 50,98 por metro quadrado em dezembro.
É nesse encontro entre calendário acadêmico e mercado imobiliário que acontece o chamado “salmon run”. Diferentemente de uma mudança residencial planejada com meses de antecedência, a busca do universitário costuma se concentrar no intervalo entre a divulgação da aprovação, a matrícula e o início das aulas. Nesse período, entram na decisão fatores como proximidade da universidade, facilidade de deslocamento, custo, contrato, infraestrutura, segurança e suporte disponível ao estudante.
“Existe uma mudança clara na forma como pais e estudantes avaliam a moradia. Segurança deixou de ser apenas localização e passou a incluir gestão do espaço, controle de acesso, monitoramento e qualidade do ambiente. As famílias querem entender como funciona a rotina do local e quais mecanismos existem para proteger o estudante”, afirma Juliana Onias, gerente regional de operações da Share Student Living.
Da localização à estrutura de moradia
A concentração da procura em determinados períodos também amplia a importância de avaliar o imóvel para além do preço. Entre os pontos que podem entrar nessa decisão estão a proximidade da instituição de ensino, facilidade de deslocamento, contrato formal, regras de convivência, estrutura de manutenção, controle de acesso e suporte disponível ao morador.
Para quem está saindo de casa pela primeira vez, há ainda uma dimensão de adaptação. A mudança envolve a criação de uma nova rotina e de vínculos sociais em uma cidade que muitas vezes ainda é desconhecida pelo estudante.
“Segurança também passa pelo sentimento de pertencimento. Quando o estudante encontra um ambiente organizado, com espaços de convivência e oportunidades de interação, ele se adapta com mais facilidade à nova realidade acadêmica e pessoal”, afirma Juliana.
Na Share Student Living, as unidades contam com portaria 24 horas, acesso por catracas, sistema de clausura para entrada e saída de pessoas, monitoramento por circuito fechado de televisão (CFTV), alarme perimetral e equipe administrativa. A empresa também oferece studios e apartamentos mobiliados, salas de estudo e coworking 24 horas, academia, cozinhas coletivas, lavanderia pay-per-use, bicicletário e internet Wi-Fi.
As unidades estão localizadas próximas a instituições de ensino e contam ainda com áreas de convivência voltadas à integração entre moradores. A proposta é atender especialmente estudantes que buscam combinar moradia, infraestrutura e vida acadêmica em um mesmo ambiente.
Para as famílias que entram no “salmon run”, a recomendação é evitar que a urgência da aprovação seja o único critério da decisão. Verificar previamente contrato, localização, estrutura, regras, responsáveis pela gestão e condições de acesso ao imóvel pode reduzir riscos justamente no momento em que milhares de novos universitários se preparam para começar uma nova etapa fora de casa.





Deixe um comentário