A transformação dos meios de pagamento começa a chegar também a uma das ferramentas mais tradicionais do financeiro das empresas: o boleto. A integração do documento com Pix, sistemas de gestão e APIs está criando uma nova dinâmica para as cobranças corporativas, na qual empresas podem automatizar a emissão enquanto seus clientes ganham mais liberdade para escolher como realizar o pagamento.
A mudança acompanha uma necessidade crescente das empresas de conciliar duas demandas: facilitar a experiência de pagamento para o consumidor e reduzir processos manuais dentro do departamento financeiro. Nesse modelo, uma mesma cobrança pode disponibilizar boleto e Pix, permitindo que o pagador escolha a alternativa mais conveniente no momento da quitação.
“O boleto continua tendo um papel importante nas operações de muitas empresas, mas a tecnologia permite transformar completamente a maneira como ele é utilizado. A tendência é que a cobrança deixe de ser pensada como um documento isolado e passe a fazer parte de uma infraestrutura integrada, na qual empresa, sistema financeiro e cliente estão conectados”, afirma Peterson Santos, CEO e cofundador da Trio, empresa especializada em tecnologia para pagamentos.
Pix Boleto amplia alternativas para o cliente
Uma das tecnologias que impulsionam esse movimento é o chamado Pix Boleto, que combina o tradicional código de barras com um QR Code para pagamento via Pix. Na prática, o cliente que recebe a cobrança pode decidir se prefere realizar o pagamento pelo boleto ou utilizar o Pix para fazer a liquidação de forma instantânea.
Para Santos, oferecer diferentes possibilidades dentro da mesma cobrança também pode contribuir para reduzir obstáculos no momento do pagamento. “Quanto mais simples for a jornada, menor tende a ser a fricção para quem está pagando. O cliente não precisa ficar preso ao meio escolhido inicialmente pela empresa. Ele pode receber uma cobrança e decidir, no momento do pagamento, qual opção funciona melhor para ele”, explica.
A liquidação instantânea pelo Pix também tem reflexos na gestão financeira. Ao receber os valores mais rapidamente, empresas conseguem atualizar a posição de caixa com maior agilidade e reduzir a dependência dos prazos tradicionais de compensação. Para operações com grande número de cobranças, essa diferença pode facilitar a conciliação e trazer maior visibilidade sobre os recursos efetivamente disponíveis.
Além das vantagens operacionais, a modernização ganha um caráter de urgência. De acordo com as normativas do Banco Central, as instituições financeiras têm até o final do ano para estarem totalmente reguladas e adequadas às novas regras de padronização. Para as empresas, isso significa que contar com soluções tecnológicas que já cumprem esse prazo regulatório deixou de ser um diferencial e passou a ser fundamental para garantir o compliance e evitar interrupções nas operações de recebimento.
APIs levam emissão de boletos para dentro dos sistemas das empresas
Outra transformação ocorre nos bastidores. Em empresas com centenas ou milhares de cobranças, emitir documentos individualmente deixa de ser viável à medida que a operação cresce. Por isso, a integração via API vem ganhando espaço como alternativa para conectar diretamente os sistemas de gestão empresarial às plataformas financeiras.
A Trio, por exemplo, passou a disponibilizar para seus clientes a emissão em massa de Pix Boleto por API. Dessa forma, o próprio ERP da empresa pode enviar as informações necessárias para a criação da cobrança. “Quando uma empresa cresce, o financeiro não pode depender de uma equipe executando manualmente cada nova cobrança. A infraestrutura precisa acompanhar a escala do negócio. A integração permite que uma venda ou contratação registrada no sistema da empresa dê origem automaticamente à cobrança, sem exigir uma nova etapa operacional”, afirma Santos.
A tecnologia também permite personalizar parâmetros para diferentes clientes. Valores, datas de vencimento, juros e multas podem ser definidos a partir das informações já existentes no sistema da empresa. Em contratos recorrentes ou planos de longo prazo, também é possível gerar múltiplas cobranças com vencimentos futuros em uma única integração.
Automação também chega à gestão dos atrasos
A modernização das cobranças não termina no momento da emissão. No novo módulo desenvolvido pela Trio, é possível acompanhar o status das transações e identificar cobranças avulsas criadas, pagas ou vencidas, facilitando o controle sobre os recebimentos. Além disso, a ferramenta permite criar regras de juros e multas parametrizadas para pagamentos em atraso, que permanecem vinculadas à cobrança independentemente da modalidade escolhida pelo cliente para a quitação. Outro benefício é a utilização da opção de Link de Pagamento, que oferece mais segurança e flexibilidade, visto que os links direcionam o cliente para um checkout no qual ele pode escolher a forma de pagamento, entre Pix e boleto, e finalizar o processo direto na conta bancária que utiliza. A plataforma também permite utilizar identificadores próprios para relacionar cada transação aos registros do ERP da empresa.
É justamente para garantir que as cobranças avulsas tenham esse mesmo nível de controle para a empresa e flexibilidade para o cliente que o novo módulo foi pensado. “A eficiência não está apenas em gerar milhares de cobranças rapidamente. O ganho acontece também nas cobranças avulsas, quando emissão, pagamento, identificação e conciliação fazem parte do mesmo fluxo. Isso reduz tarefas repetitivas e permite que a equipe financeira concentre seu tempo na análise da operação”, destaca Santos.
A evolução das ferramentas também muda a maneira como as empresas podem enxergar seus processos de recebimento. Em vez de boleto e Pix funcionarem como soluções separadas, diferentes meios de pagamento passam a compor uma única estrutura. Assim, enquanto o novo módulo facilita as cobranças avulsas de forma independente, a plataforma também oferece a possibilidade de conexão aos sistemas internos da organização para as emissões em massa.
Segundo Santos, essa integração tende a ganhar importância principalmente entre negócios que estão aumentando sua quantidade de clientes ou o volume de transações. “Uma operação pode começar com poucas cobranças e crescer rapidamente. Se a infraestrutura não estiver preparada, esse crescimento acaba sendo acompanhado por mais planilhas, mais processos manuais e mais pessoas realizando tarefas operacionais. A tecnologia permite seguir o caminho contrário: aumentar o volume sem multiplicar a complexidade na mesma proporção”, conclui.
Sobre a Trio
Criada em 2020 por Peterson Ferreira dos Santos e Manoel de Oliveira Souza, empreendedores com forte experiência em tecnologia e mercado financeiro, a Trio é especializada em tecnologia para pagamentos, atuando como uma Instituição de Pagamento regulada pelo Banco Central (IP 619). O grande diferencial da Trio está em sua conta corporativa feita sob medida para times financeiros e concebida para entregar alta performance em operações financeiras de ponta a ponta, sem intermediários. A Trio desenvolve soluções voltadas especialmente para o ambiente corporativo, com destaque para ferramentas de gestão financeira, integração por APIs, sistemas de conciliação facilitada e soluções baseadas em Pix. Para mais informações, acesse o site www.trio.com.br ou o perfil oficial no Instagram: @trio.fin.





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